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Portela e o Candomblé: samba azul e branco com ancestralidade afro-brasileira em arte cinematográfica com toque de xilogravuraPortela e o Candomblé: samba azul e branco com ancestralidade afro-brasileira em arte cinematográfica com toque de xilogravura

Table of Contents

O que você vai encontrar aqui

  • Por que a Portela escola de samba nasceu em Oswaldo Cruz e virou um “quilombo cultural” do subúrbio
  • O território (Madureira/Oswaldo Cruz) como extensão espiritual e comunitária da Pequena África
  • O sincretismo entre Nossa Senhora da Conceição e Oxum na identidade azul e branco
  • Quem foram os baluartes que seguraram a escola por dentro (Paulo da Portela, Natal, Candeia, Clara, Monarco, Tia Surica)
  • Uma linha do tempo objetiva (sem enrolação) com marcos e enredos afro-referenciados
  • “Mitos e Verdades”: a Portela é um terreiro? a Águia é um orixá?
  • Um mergulho em itans (com respeito) para entender símbolos sem transformar fé em vitrine
  • Um FAQ grande para fechar o post com o que as pessoas mais pesquisam

Nota de respeito (importante)

Este texto foi escrito com reverência às religiões de matriz africana. Aqui não tem “manual de ritual”, não tem “receita de obrigação” e não tem exotização. Se você é do sagrado, você sabe: fundamento não se grita; se vive. O que existe aqui é contexto histórico, cultural e humano — para desmistificar, proteger e honrar.

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Portela escola de samba: por que falar de fé quando a conversa é carnaval?

Tem gente que olha para a Portela escola de samba e enxerga só desfile, fantasia, disputa, torcida. E tudo isso existe. Mas, quando a gente mergulha de verdade, percebe que a Portela também é território, memória, sobrevivência e linguagem ancestral. Não é “religião oficial” — é vida comunitária atravessada por fé, por sincretismo, por símbolos que nasceram no quintal e chegaram na avenida.

O samba carioca não saiu do nada. Ele cresceu num Brasil que criminalizava batuque, perseguia culto, confundia cultura negra com “vadiagem” e tentava empurrar a população preta para longe do centro. E é justamente nesse contexto que a Portela escola de samba vira mais do que agremiação: vira proteção coletiva. Vira lugar de pertencimento.

Se você acompanha o nosso podcast, este post é um complemento do episódio sobre a Portela — para você ouvir e depois voltar aqui com calma, reler trechos e guardar as referências.

➡️ Ouça o episódio nas plataformas de podcast (Spotify, Amazon Music e outras):

  • Spotify

O território sagrado: Oswaldo Cruz e Madureira (a “roça” urbana)

A história da Portela escola de samba não cabe sem mapa. Porque Portela é também trilho de trem, quintal de chão batido, festa de rua e casa de matriarca. Depois das reformas urbanas que expulsaram muita gente negra do Centro e da região da antiga Praça Onze, a vida foi se reorganizando pelos subúrbios, seguindo a Central do Brasil. Oswaldo Cruz e Madureira viram abrigo, rota e reinvenção.

E tem um detalhe bonito: enquanto alguns núcleos do samba eram mais “asfalto” e pressa, Oswaldo Cruz preservava um clima semirrural — por isso tanta gente chamava a região de “roça”. Essa “roça” foi fértil. Guardou jongo, caxambu, roda, sociabilidade de quintal. Guardou o tipo de encontro em que o sagrado e o profano não brigam: caminham juntos.

É nesse chão que a Portela escola de samba nasce como organização comunitária, com respeito aos mais velhos e às mulheres que seguravam a casa, a comida, a festa e o axé do cotidiano. Se você quer entender o Rio negro por dentro, vale ler também:


A origem e a fundação: o embrião da Portela

A Portela escola de samba começa como Conjunto Oswaldo Cruz, em 11 de abril de 1923, na casa de Dona Esther (figura central para a memória do início). O nome “Portela” se oficializa depois, ligado ao logradouro Estrada do Portela — e aqui já aparece uma característica histórica da escola: uma inteligência estratégica para sobreviver num ambiente hostil.

Não foi um caminho romântico. Em muitos momentos, era preciso negociar com autoridade, evitar apreensão de instrumentos, contornar perseguição. E é aí que entra uma figura-chave.


Paulo da Portela: elegância como tática de sobrevivência

Paulo da Portela é um daqueles nomes que não dá para citar “por alto”. Ele foi líder, diplomata, organizador e símbolo de uma postura que confundiu muita gente: a exigência de terno, gravata, sapato.

Tem quem repita o mito: “ele queria embranquecer o samba”. Não. A leitura mais honesta é outra: Paulo percebeu que a cultura negra era atacada também pela aparência — e usou a elegância como escudo, como senha de trânsito, como forma de reduzir a violência policial e manter o samba de pé. Era, literalmente, hackear o sistema racista para o samba continuar existindo.

A Portela escola de samba, com Paulo, entendeu cedo uma coisa dura: para proteger o conteúdo, às vezes você precisa proteger a forma.


A padroeira e o orixá: Nossa Senhora da Conceição e Oxum (o manto e o espelho)

A identidade azul e branco da Portela escola de samba não é só “paleta bonita”. Ela carrega devoção. A padroeira oficial é Nossa Senhora da Conceição, e no sincretismo afro-brasileiro ela é frequentemente associada a Oxum, senhora das águas doces, do ouro, do cuidado e da beleza que também é força.

E isso explica muito: Portela é conhecida por uma certa nobreza melódica, uma delicadeza que não é fraqueza — é construção estética. Oxum, em muitas narrativas, ensina que o brilho não é vaidade vazia: é proteção, é identidade, é ferramenta de dignidade.

Há itans em que Oxum não vence gritando: ela vence transformando o ambiente ao redor — fazendo com que o rio mude o caminho das coisas. Essa imagem ajuda a ler a Portela: uma escola que, muitas vezes, resistiu não pela explosão, mas pela permanência. Uma permanência que vira tradição.


A Águia da Portela: símbolo, não divindade

A Águia é tratada como majestade, como “dona do céu” do samba. Mas é importante dizer com clareza: a Águia não é um orixá e não é uma entidade religiosa. É o símbolo da escola — um totem de visão alta, soberania, longo alcance. É a imagem de quem enxerga longe.

Isso não diminui o respeito. Pelo contrário: mostra a maturidade de separar símbolo cultural de fundamento religioso. A Portela escola de samba pode ser atravessada por fé, sem se declarar templo.


Baluartes: quem segurou a Portela por dentro (e por décadas)

A Portela escola de samba não é feita só de “grandes carnavais”. Ela é feita por gente. E algumas figuras viraram coluna.

Natal da Portela

Natal é presença histórica forte — personagem de uma época em que o samba, a política do bairro e as disputas de poder se misturavam. Ele representa uma geração que organizava a vida comunitária com mão firme.

Candeia: crítica, consciência e Quilombo

Candeia foi compositor e pensador. Quando ele critica a folclorização do sagrado “para inglês ver”, ele está defendendo o básico: respeito. A fundação do Quilombo é uma tentativa de preservar o samba como expressão negra, e não como mercadoria de vitrine.

Clara Nunes: estética dos orixás e amor portelense

Clara Nunes se torna ícone por vários motivos, e um deles é ter popularizado uma estética afro-brasileira (roupas, guias, referências) com grande impacto na cultura de massa. A Portela escola de samba se reconhece nessa imagem — e o Brasil também.

Monarco: memória viva

Monarco foi elo. Um guardião do jeito portelense de cantar e contar, com passado de glória e disciplina afetiva.

Tia Surica e as matriarcas

Aqui é onde muita gente erra a mão: acha que matriarca é “personagem simpática”. Não é. Matriarca é estrutura. A feijoada, a casa, o “Cafofo”, a sociabilidade — tudo isso é tecnologia comunitária de sobrevivência.


Linha do tempo (marcos essenciais)

Abaixo, um resumo direto para você se localizar na história da Portela escola de samba:

  • 1923 – Fundação do Conjunto Oswaldo Cruz (embrião da Portela)
  • 1929 – Vitória no concurso de sambas de Zé Espinguela (consolidação da liderança)
  • 1935 – Oficialização do nome “Portela”
  • 1939 – “Teste ao Samba” e a estruturação do samba-enredo como narrativa pedagógica
  • 1972 – “Ilu Ayê (Terra da Vida)”: marco de enredo explicitamente negro
  • 1984 – “Contos de Areia”: síntese de sincretismo e homenagem a baluartes
  • 2017 – Fim do jejum de títulos com enredo ligado simbolicamente às águas doces (Oxum)
  • 2024 – “Um Defeito de Cor”: narrativa potente sobre memória negra e Brasil recontado

Enredos afro-referenciados: quando a Portela cantou sua cor

A Portela escola de samba nem sempre adotou “linha afro” de forma constante como algumas escolas fizeram, mas quando mergulha nesse caminho, produz obras de grande impacto cultural.

1972 — Ilu Ayê (Terra da Vida)

Um divisor. Enredo que canta herança africana, batuque, reza, capoeira, o negro como sujeito — não como figurante.

1984 — Contos de Areia

Campeão e, ao mesmo tempo, simbólico. Homenageia baluartes e costura sincretismo, memória e mitologia afro-brasileira sem reduzir o sagrado a enfeite.

2019 — Homenagem a Clara Nunes

Uma imersão na religiosidade da artista, com referências visuais e afetivas que conversam com terreiros, guias, orixás e devoção.

2022 — Igi Osè Baobá (A árvore da vida)

Baobá como memória e resistência: diáspora negra e humanidade recontada por símbolo ancestral.

2024 — Um Defeito de Cor

Baseado na obra de Ana Maria Gonçalves, o enredo reposiciona a narrativa do Brasil pela lente da mãe negra, da travessia e da memória.


Mitos e verdades (sem sensacionalismo)

A Portela escola de samba é um terreiro?

Verdade com nuance: não. A Portela é agremiação cultural e recreativa. O que existe é presença forte de praticantes de Candomblé e Umbanda na base (baianas, velha guarda, ritmistas) e um território onde o sagrado e o profano sempre conviveram. Isso cria uma “atmosfera” devocional para muita gente — mas não transforma a instituição em templo.

A Águia é entidade?

Não. É símbolo cultural. Pode ser reverenciada, mas não é orixá.

Paulo da Portela “negava a negritude” por exigir terno?

Mito. Era estratégia de proteção, não negação.

“Religião no carnaval é só fantasia?”

Depende de quem vive. Para o público, pode ser espetáculo. Para quem desfila, muitas vezes é oração. Tem gente que entra na avenida benzendo fantasia e pedindo proteção ancestral.


Itans: ler símbolo sem transformar fé em vitrine

Aqui vai um lembrete: itan não é “curiosidade exótica”. Itan é filosofia em forma de história.

Quando o rio encontra pedra, ele não perde a fé: ele aprende o contorno.
Oxum não desfaz a pedra — ela ensina o caminho.
E a Portela, em azul e branco, faz do contorno uma coroa.

Use esse trecho como lente: a Portela escola de samba é uma escola que muitas vezes venceu pelo contorno — pelo canto, pela disciplina, pela permanência, pela comunidade.


Por que a Portela incomoda? (e por que isso importa)

A Portela escola de samba carrega um tipo de poder que não cabe em estereótipo: poder de memória. Quando uma escola canta ancestralidade, ela obriga o Brasil a encarar o que tentou esconder. E isso sempre gera reação.

Por isso, falar de Portela é falar de racismo religioso também: o mesmo país que aplaude estética de orixá na avenida, muitas vezes silencia diante da violência contra terreiros no cotidiano. O carnaval vira espelho: ele mostra tanto a beleza quanto a contradição.


Mergulhe com a gente

Se este texto abriu caminho, aprofunde pelo ouvido: tem nuance que só a voz entrega — pausa, respiração, sentimento.

🎧 Ouça o episódio sobre a Portela no podcast:

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Leia também


FAQ — Perguntas frequentes sobre a Portela escola de samba

1) Qual é a padroeira da Portela escola de samba?

A padroeira oficial é Nossa Senhora da Conceição. No sincretismo afro-brasileiro, é comum a associação com Oxum, ligada às águas doces e à ideia de proteção e beleza.

2) A Portela escola de samba tem relação com o Candomblé?

Tem relação cultural e territorial: muitos integrantes praticam religiões de matriz africana, e o bairro carrega essa história. Isso não faz da escola um templo, mas explica símbolos, cantos, gestos e devoções.

3) Onde fica a Portela?

A Portela é ligada historicamente a Oswaldo Cruz e Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro — subúrbio que recebeu parte da diáspora interna negra do Centro.

4) O que é a Portelinha?

“Portelinha” é o nome afetivo da sede antiga (a “Sede Mor”), espaço histórico ligado à memória e à formação comunitária.

5) O que é o Portelão?

É a quadra maior, marco da era de grandes shows e eventos. Muita gente conhece a Portela primeiro pela quadra, antes mesmo do desfile.

6) A Águia da Portela escola de samba é um orixá?

Não. A Águia é símbolo (totem) de soberania e visão alta. Pode ser reverenciada culturalmente, mas não é entidade religiosa.

7) Quem foi Paulo da Portela?

Foi líder e organizador fundamental. Um “diplomata” do samba, conhecido por exigir postura e elegância como forma de proteção num período de perseguição.

8) Por que Paulo exigia terno e gravata?

Como tática: reduzir repressão e criminalização. Era uma forma de enfrentar o racismo institucional sem perder o samba.

9) Quem foi Candeia?

Compositor e pensador do samba, crítico da comercialização e do esvaziamento do sentido comunitário. Defendeu o samba como resistência negra.

10) Qual a relação de Clara Nunes com a Portela escola de samba?

Clara Nunes foi intérprete simbólica e ajudou a consolidar uma estética afro-brasileira na cultura popular, conectada ao universo dos orixás e ao imaginário portelense.

11) O que foi “Ilu Ayê” (1972)?

Um enredo marcante por explicitar a temática negra e afirmar heranças afro-brasileiras no desfile.

12) O que significa dizer que a Portela é “resistência em azul e branco”?

É reconhecer que o azul e branco não são só cores: são identidade, memória, território e continuidade de uma cultura historicamente perseguida.

13) A Portela escola de samba é a maior campeã do carnaval?

A Portela é historicamente uma das escolas mais vitoriosas e tradicionais do Rio. O número exato de títulos pode variar conforme a contagem por competições/eras; o mais seguro é consultar o histórico oficial da escola e da LIESA.

14) Existe intolerância religiosa ligada ao carnaval?

Sim. Há uma contradição social: símbolos afro podem ser aplaudidos no desfile e, fora dali, serem alvo de preconceito. Falar disso é parte da desmistificação.

15) Posso visitar a Portela?

Sim: eventos na quadra, feijoadas, ensaios e calendário cultural costumam existir. Verifique agenda oficial antes de ir.

16) Qual é a importância das baianas na Portela escola de samba?

As baianas são base simbólica e espiritual do samba: guardam tradição, representam continuidade, e muitas vivem o desfile como devoção.

17) O samba tem ligação com “ritual”?

Não no sentido de “liturgia oficial”. Mas existe um sentido ritualístico em práticas coletivas repetidas, cantadas, corporais, devocionais — sobretudo para quem vive a tradição por dentro.

18) A Portela usa símbolos religiosos “para inglês ver”?

Essa crítica já existiu no universo do samba, especialmente quando o sagrado vira apenas estética. O melhor caminho é olhar caso a caso: há desfiles que são espetáculo, há desfiles que são oração.

19) Onde posso ver o enredo da Portela por ano?

A LIESA mantém memória de carnavais e a própria Portela/portais especializados também organizam históricos.

20) Por onde começar a estudar Portela escola de samba com seriedade?

Comece por três trilhas: (1) história do samba e do subúrbio, (2) biografias dos baluartes, (3) memória de enredos afro-referenciados — e sempre com fontes confiáveis.


Referências

  1. Portela (escola de samba) – Wikiwand
  2. História – G.R.E.S. Portela – G.R.E.S. Portela
  3. Paulo da Portela | Enciclopédia Itaú Cultural
  4. https://periodicos.ufba.br/index.php/crh/article/download/18707/12080/63320
  5. Rio Memórias
  6. https://www.scielo.br/j/rieb/a/jtzVvtZYCy883BZWVr5KVLw/
  7. https://liesa.org.br/memoria/outros-carnavais/2024/portela/enredo.html
  8. https://www.portelamor.com.br/portelahistoria.php
  9. https://www.portelamor.com.br/portelacarnaval2026.php
  10. https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2026-01/portela-exalta-personagem-central-de-culto-afro-do-rio-grande-do-sul
  11. https://www.gresportela.com.br/Noticias/Detalhes/confira-justificativa-do-enredo-da-portela-que-estara-no-abre-alas-da-liesa
  12. https://www.ihu.unisinos.br/categorias/159-entrevistas/596668-a-festa-religiosa-do-carnaval-a-resistencia-alegre-dos-povos-perifericos-contra-o-conservadorismo-elitista-entrevista-especial-com-aydano-andre-motta

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By Carlos Duarte Junior

Carlos Augusto Ramos Duarte Junior é um explorador apaixonado pela cultura e espiritualidade afro-brasileira. Influenciado pelas mulheres fortes e sábias de sua família, ele busca incessantemente entender e compartilhar o conhecimento sobre o Candomblé. Desde jovem, Carlos foi inspirado por sua mãe, avó, tia e irmã, que despertaram nele uma curiosidade pelas tradições ancestrais do Brasil. Formado em Economia, ele encontrou sua verdadeira paixão na cultura afro-brasileira, mergulhando no estudo do Candomblé. Suas experiências com sua tia sacerdotisa e sua irmã pesquisadora aprofundaram sua conexão com a espiritualidade do Candomblé. Carlos visitou terreiros, participou de cerimônias sagradas e estudou a história e mitologia desta religião. Ele compartilha seu conhecimento através do livro “Candomblé Desmistificado: Guia para Curiosos”, buscando quebrar estereótipos e oferecer uma visão autêntica desta tradição espiritual. Carlos é um defensor da diversidade e do respeito às religiões de matriz africana, equilibrando sua vida entre a escrita, a família e a busca contínua pelo conhecimento. Com seu livro, Carlos convida os leitores a uma jornada pelos mistérios e belezas do Candomblé.

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